António

Fonseca Ferreira

 

POR ONDE ANDA A ESQUERDA?

3 de Agosto de 2011

Por onde anda a Esquerda? Ou melhor: onde está a reflexão, ideias e propostas para combater este desenfreado ataque e desconstrução, pela direita, dos serviços públicos sociais, dos direitos dos trabalhadores e de cidadania, da regulamentação, isto é, do progresso social alcançado ao longo dos últimos 150 anos de lutas populares e democráticas?

Não será necessário refundar o projecto doutrinário e programático, regressando aos clássicos (Leroux, Blum, Marx, Jaurés), mas também Gramsci, para tornar claro que as liberdades (reais) e o progresso social só se alcançam pela acção colectiva e não pelos aparelhos? Nem pela “apropriação colectiva dos meios de produção” (este erro, a história já o demonstrou).

O Mundo mudou, as condições materiais de produção são radicalmente diferentes, bem como os valores e costumes, mas as desigualdades agravaram-se e as liberdades estão socialmente condicionadas. Os pobres e os excluidos são cada vez mais e os ricos estão cada vez mais ricos, como demonstraram as estatísticas caseiras, há dias. É a “crise”!

E a Esquerda social, a Esquerda da acção transformadora, por onde anda? ( A esquerda do protesto ineficaz, essa sabemos o que faz).

 

Carta aos Socialistas

12 de Julho de 2011

Camaradas, amigas e amigos:

1. O Partido Socialista encontra-se num processo eleitoral interno que decorre em condições políticas, económicas, sociais e civilizacionais muito particulares, bem conhecidas, o que dispensa o seu enquadramento no propósito desta mensagem.

Os dois candidatos à liderança, António José Seguro e Francisco Assis, têm demonstrado – nas suas declarações e nas respectivas Moções -, disponibilidade para empreenderem profundas mudanças nas estruturas, práticas e funcionamento do PS. Muito em sintonia com o que nós – Clube Margem Esquerda e Corrente de Opinião Esquerda Socialista – vimos defendendo e pelo qual temos lutado persistentemente, em condições difíceis, nos últimos seis anos: reorganização, democratização e modernização do Partido, um processo de profunda regeneração, um processo de refundação.

De modo a preparar o PS para o presente e o futuro, para os combates pela liberdade, contra as desigualdades, e pelo progresso económico, cultural e social de Portugal.

2. No Plenário Nacional de 19 de Junho, a Corrente de Opinião, após vivo debate, rejeitou a apresentação de candidatura e moção próprias, e por maioria esmagadora, através de voto secreto, decidiu apoiar a Candidatura do camarada António José Seguro.

Mas nesse debate foi sublinhado – por mim próprio e por outros Camaradas -, a absoluta necessidade da COES manter a sua autonomia de intervenção, reforçar a sua identidade e coesão, no âmbito do processo de debate, renovação e mudanças que se anunciam para o PS.

De facto, a COES tem um conjunto coerente e amadurecido de propostas de mudanças para o PS e para o País consubstanciadas nas moções “Mudar para Mudar” (Congresso de Espinho) e “PS Vivo, Portugal Positivo” (Congresso de Matosinhos). Fomos pioneiros nas eleições Primárias, fomos os primeiros a apresentar uma lista alternativa para a Comissão Política, abrindo uma fresta de pluralismo nos órgãos nacionais do PS.

São propostas políticas que nos permitem posicionar como interlocutores activos do processo de reforma do PS e de elaboração de um novo programapara governar e desenvolver Portugal.

3. No diálogo que tem havido com António José Seguro, o Candidato afirmou a sua concordância com a maioria das propostas da COES para  reformar PS, comprometendo-se a discuti-las no processo de debate que, se for eleito, vai lançar no Congresso e que decorrerá até Março de 2012, para culminar, assim esperamos, numa profunda reforma (refundação?) do PS.

É neste quadro, camaradas, que vos convido a trabalhar e lutar para:

• Apresentar ou integrar as listas de delegados ao Congresso pela Moção “Um Novo Ciclo”. De forma autónoma ou em conjunto/parceria com outros Camaradas apoiantes da mesma Moção devemos ter como objectivo eleger o máximo de delegados ao Congresso.

• Reforçar e alargar os núcleos locais e regionais de aderentes da COES,preparando-nos consistentemente para os duros combates que nos esperam.

Não tenhamos ilusões. As mudanças necessárias não serão obra de um homem ou, mesmo, de uma equipa de dirigentes. O anacronismo que está instalado no PS, interesses e interessados nessa situação não vão ceder facilmente. As mudanças éticas políticas e organizacionais, tal como a liberdade nunca nos são oferecidas.

Conquistam-se!

Com as cordiais saudações socialistas,

António Fonseca Ferreira

 

Fonseca Ferreira candidato à liderança do PS

21 de Fevereiro de 2011
in Público

O militante socialista Fonseca Ferreira será candidato à liderança do PS, uma decisão tomada hoje em plenário pela corrente “Esquerda Socialista”.

“Dado que é uma condição para apresentarmos uma moção política de orientação nacional, vamos apresentar um candidato a secretário-geral”, afirmou Fonseca Ferreira à agência Lusa, no final da reunião plenária da corrente de opinião “Esquerda Socialista”, que decorreu num hotel de Lisboa.

A candidatura de Fonseca Ferreira nas eleições directas para a liderança do PS junta-se à do actual secretário-geral, José Sócrates, e à de António Brotas, que foi anunciada na sexta-feira, em Leiria.

Defendendo que “não tem havido debate político interno dentro do Partido Socialista”, Fonseca Ferreira diz que sua “luta principal é para que dentro do partido haja pluralismo”.

“O nosso objectivo central é pugnar pelas mudanças que é preciso fazer no Partido Socialista para fortalecer o Partido Socialista. Lutamos pelo reforço do Partido Socialista para podermos enfrentar os problemas do país”, afirmou Fonseca Ferreira.

A moção ao congresso da candidatura de Fonseca Ferreira vai chamar-se “PS vivo, Portugal positivo”.

O anunciado candidato defende que “devem ser reforçadas as condições de transparência dos actos eleitorais” para que não aconteçam “episódios lamentáveis” como o que considera que se verificou nas eleições da federação de Coimbra, cujos resultados foram impugnados pelo candidato derrotado, o deputado Vítor Baptista, que alegou irregularidades, tendo posteriormente o conselho de jurisdição do partido concluído pela validade das eleições.

Para Fonseca Ferreira, quando há mais do que uma lista, devem ser dadas “condições de igualdade”, como o “acesso à listagem dos militantes”, assim como o estabelecimento de prazos para a regularização do pagamento de quotas.

“Deve ser imposto um prazo para que as quotas estejam em dia, provavelmente até antes da apresentação da candidatura”, afirmou Fonseca Ferreira, que não concorda, por outro lado, que seja alargado o prazo para que os militantes possam candidatar-se e ser eleitos a órgãos do partido.

“É continuar a entravar a chegada de novos militantes, é mais uma limitação administrativa”, justificou.

Actualmente esse prazo é de seis meses, mas o líder da distrital de Setúbal, Vítor Ramalho, defende o seu alargamento.

António Fonseca Ferreira esteve à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo durante dez anos, até 2009, e preside actualmente à empresa Arco Ribeirinho Sul, depois de nas últimas eleições autárquicas não ter conseguido ser eleito para a presidência da Câmara de Palmela, onde é vereador sem pelouro.

As eleições directas do PS terão lugar a 25 e 26 de Março, duas semanas antes do Congresso geral do partido, que se realizará em Abril, no Porto.

 

Fonseca Ferreira candidato à liderança do PS

20 de Fevereiro de 2011
in esquerda-socialista.pt

A Corrente de Opinião Esquerda Socialista, reunida em Lisboa no Plenário Nacional, no dia 19 de Fevereiro, deliberou apresentar uma MOÇÃO POLÍTICA DE ORIENTAÇÃO NACIONAL, bem como uma CANDIDATURA A SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO SOCIALISTA. Por votação democrática o candidato proposto pela Corrente de Opinião Esquerda Socialista a Secretário Geral é o camarada Eng. ANTÓNIO FONSECA FERREIRA.

A Moção Política de Orientação Nacional intitula-se PS VIVO, PORTUGAL POSITIVO; Mudar o PS, para Mudar Portugal.

FAÇA AQUI O DOWNLOAD DA MOÇÃO PS VIVO, PORTUGAL POSITIVO: MUDAR O PS. PARA MUDAR PORTUGAL.

 

 

Poderão as presidenciais servir para discutir os problemas do país?

 

18 de Novembro de 2010
texto de opinião escrito para o website projectopresidenciais.com

As próximas presidenciais configuram-se como um ritual para cumprir os calendários  eleitorais  da democracia formal que temos. Cavaco Silva aparece como o vencedor anunciado, Manuel Alegre e os outros candidatos desempenham o papel de legitimadores do processo.

É democráticamente muito redutor e frustrante.

Desempenhando o presidente da  República, no nosso sistema constitucional, um papel fundamental  no equilíbrio de poderes, deveriam as eleições  ser a oportunidade para o confronto de projectos diferenciadores do desempenho da função presidencial  numa perspectiva  de progresso da sociedade portuguesa. Na actualidade, dada a delicada situação nacional, as eleições presidenciais poderiam – e deveriam – dar um contibuto substantivo para o debate das soluções dos graves problemas orçamentais, financeiros, políticos e sociais que o país atravessa:

1. Como proceder aos necessários ajustamentos orçamentais sem estrangular o indispensável crescimento económico, fomentar a produtividade e a produção, consolidar a competitividade do país?

2. Como proceder aos necessários ajustamentos orçamentais salvaguardando a coesão social, garantindo a indispensável proteção dos desfavorecidos, a solidariedade, pilar estruturante da democracia?

3. Como travar a trajectória perigosamente ascendente da dívida pública?

4. Como realizar as inadiáveis reformas estruturais da educação, da justiça e da administração central e territorial do Estado?

5. Como renovar e regenerar os partidos, enraízando-os na sociedade, transformando-os em forças motoras da democracia e da governação sustentável do país?

6. Como ultapassar o défice de cidadania e civismo que existe na sociedade portuguesa?

Declaraçâo de interesses: sou apoiante da candidatura de Manuel Alegre pelo que representa de ideia de progresso, de pátria e de solidariedade.